Apesar dos progressos registados por Moçambique na introdução de nutrientes essenciais em produtos alimentares de grande consumo, o país ainda se depara com obstáculos significativos para garantir a eficácia deste processo. Entre as principais barreiras identificadas estão a qualidade inadequada dos micronutrientes incorporados, o incumprimento das diretrizes estabelecidas e a escassez de dados estatísticos fiáveis para apoiar a tomada de decisões estratégicas.
Estas constatações foram partilhadas durante um seminário de trabalho focado na definição de prioridades sobre dados de fortificação de alimentos. O evento destacou que a ausência de informação atualizada e precisa dificulta a monitorização do impacto real destas iniciativas na saúde pública, comprometendo os esforços nacionais para erradicar a desnutrição crónica que afeta várias comunidades moçambicanas.
Para além da recolha de dados, as autoridades e parceiros do sector de saúde enfrentam o desafio de assegurar que a indústria local cumpra rigorosamente os padrões de fortificação exigidos por lei. A melhoria da fiscalização e o investimento na capacitação técnica surgem como passos cruciais para que os alimentos fortificados cheguem de forma segura e eficaz à mesa dos cidadãos.
Fonte: Carta de Moçambique – Informação rigorosa e opinião de qualidade de e sobre Moçambique. (https://cartamz.com/sociedade/52824/qualidade-da-fortificacao-de-alimentos-e-falta-de-dados-continuam-a-desafiar-combate-a-desnutricao-em-mocambique/)