Moçambique consolida-se como um dos principais palcos da produção de tabaco no continente africano, figurando atualmente na lista dos cinco maiores cultivadores desta folha a nível regional. Este crescimento acentuado na África subsariana está a fazer soar os alarmes na Organização Mundial da Saúde (OMS), que manifesta sérias preocupações face às ramificações desta atividade agrícola.
A agência das Nações Unidas adverte que a expansão desta cultura traz consigo consequências severas que vão muito além dos problemas de saúde pública habitualmente associados ao consumo de cigarros. O cultivo intensivo está a comprometer o equilíbrio ecológico local, esgotando recursos vitais como os solos e a água, além de colocar em risco direto a segurança alimentar e a subsistência das próprias famílias camponesas que dependem destas plantações.
Perante este cenário desafiador, a OMS apela a uma transição urgente para culturas agrícolas alternativas que sejam mais sustentáveis e saudáveis. A organização defende que apoiar os produtores moçambicanos na substituição do tabaco por alimentos essenciais é um passo crucial para mitigar os impactos ambientais e garantir um futuro socioeconómico mais seguro para as comunidades rurais.
Fonte: O País – A verdade como notícia (https://opais.co.mz/producao-de-tabaco-cresce-em-africa-e-oms-alerta-para-riscos-a-saude-e-ao-ambiente/)