Várias famílias que foram retiradas das suas habitações pela Polícia da República de Moçambique (PRM), no bairro das Mahotas, na capital do país, continuam a enfrentar condições de extrema vulnerabilidade, vivendo ao relento há cerca de três semanas. O despejo forçado ocorreu num terreno cuja titularidade é disputada, mas os afetados garantem que a ação policial avançou sem a apresentação de qualquer mandado judicial que justificasse as demolições.
A situação humanitária destas pessoas agravou-se significativamente nos últimos dias devido à forte vaga de frio que se fez sentir na cidade de Maputo. Sem um teto para se protegerem, crianças e adultos encontram-se expostos às intempéries, sem perspetivas de realojamento ou apoio imediato.
Até ao momento, o Município de Maputo tem optado pelo silêncio, recusando-se a pronunciar-se sobre o caso ou a prestar esclarecimentos sobre a legalidade do processo que deixou dezenas de cidadãos sem abrigo.
Fonte: O País – A verdade como notícia (https://opais.co.mz/familias-desalojadas-continuam-ao-relento-tres-semana-depois-no-bairro-das-mahotas/)