Setor privado ganha protagonismo na gestão e modernização de fronteiras na África Austral

A recente decisão de concessionar as infraestruturas da fronteira de Machipanda por um período de 25 anos acendeu um debate intenso em Moçambique sobre os limites da soberania nacional. No entanto, a integração do setor privado na construção, modernização e operação de postos fronteiriços está a consolidar-se como uma tendência incontornável na região da África Austral.

Vários países vizinhos estão a recorrer a parcerias público-privadas para dinamizar os seus corredores comerciais. O Zimbabwe, por exemplo, investiu aproximadamente 300 milhões de dólares na transformação do posto de Beitbridge. No mesmo sentido, a África do Sul projeta um investimento robusto de 12,5 mil milhões de rands para reestruturar as suas principais portas de entrada, com destaque para a fronteira de Lebombo, que faz a ligação com o território moçambicano.

Estas iniciativas pretendem injetar maior eficiência e rapidez no desembaraço aduaneiro, aliviando os cofres públicos de investimentos colossais e melhorando significativamente o ambiente de negócios na região.

Fonte: Carta de Moçambique – Informação rigorosa e opinião de qualidade de e sobre Moçambique. (https://cartamz.com/economia-e-negocios/53743/de-beitbridge-a-lebombo-privados-ganham-espaco-na-gestao-das-fronteiras-africanas/)

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