A antiga “Cela 1” da Cadeia Civil de Lourenço Marques, que hoje serve como “Posto Rádio” no Estabelecimento Penitenciário de Maputo, foi recentemente palco de uma visita de reflexão histórica. O local acolheu, no passado, o maior vulto da literatura nacional, José Craveirinha (1922-2003), durante o período colonial.
A iniciativa serviu para homenagear o percurso do “poeta-mor” moçambicano, recordando os momentos em que esteve privado de liberdade devido à sua postura crítica face ao regime colonial. Registos jornalísticos do ano de 1966 já documentavam a passagem de Craveirinha por aquela instituição prisional, onde a sua resistência literária e cívica começou a desenhar novos contornos para a identidade nacional.
Este momento de tributo propõe uma leitura profunda sobre a transição do silêncio imposto pela opressão colonial para uma cidadania ativa e consciente. Através da revitalização da memória do escritor, procura-se inspirar as novas gerações a valorizarem o património histórico e a herança cultural de Moçambique.
Fonte: O País – A verdade como notícia (https://opais.co.mz/da-passividade-animal-a-revitalizacao-historica-jose-craveirinha-e-a-cidadania-por-vir/)